Carlos's profileGuardiãoPhotosBlogListsMore ![]() | Help |
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9/29/2006 O cobertorHavia terminado de ler "O cemitério" de Stephen King.
A história de O Cemitério, baseava-se na volta de pessoas e animais que retornavam após serem enterrados em um cemitério indígena; retornavam, mas nem sempre com o mesmo espírito.
King tem a mania de colocar crianças e adolescentes em suas histórias. Nesta, havia um garotinho de 2 anos de idade... Crianças em histórias de terror...
Vou estragar a história para quem ainda não a leu, o corpo do garoto retorna do cemitério com um espírito maligno, e após uma série de momentos trágicos, o pai que era médico, injeta uma solução que o mata, mas o verdadeiro espírito do garoto retorna instantes antes do corpo morrer e chama pelo pai. Terrível. Aquilo me incomodou, mais por ter minha filha muito pequena.
Era época de Inverno, e escuro pelas manhãs. Estava no fundo da casa e ouvi barulho vindo da frente, pensei no carro, minha garagem era aberta. Apaguei as luzes e fui dar uma olhada no que era.
Ao entrar na sala, minha filha estava lá: "pai, você viu meu cobertorzinho?".
Eu esperava tudo menos isso, demorei uma eternidade para descer da estante.
Exageros a parte, o susto foi grande, e eu precisei me encostar na estante. Só consegui responder: "não, não vi. Vamos, te levo para a cama".
Por que crianças cismam com essas coisas? Cobertores, fraldas, chupetas?
Eu poderia ter acabado nas páginas do extinto Notícias Populares: "Pai morre por causa de cobertor da filha".
Eu poderia escrever um livro: "O cobertorzinho assassino (e encardido)" ou "Minha escalada literária (na estante)" ou "Coração na boca" ou ainda "Entre para o mundo selvagem, tenha filhos". Esta última é piada antiga.
Tenho uma amiga que só largou a chupeta depois de começar a namorar...
9/25/2006 O jacaréO ocorrido abaixo foi por volta de 90 ou 91...
Eu havia sofrido um acidente de moto, nada sério, mas que me impossibilitou de pilotar durante cerca de um mês, como era caminho para meu pai, eu pegava uma carona com ele de manhã e de tarde.
Cheguei na empresa numa Sexta-feira, e havia algo de errado no ar.
E nenhum chefe aparecia para o serviço.
O gerente da engenharia (em outra empresa, o cargo seria de diretor), veio falar comigo:
- Favoretto, dá para você falar com um cliente, hoje não temos nenhum dos chefes por aqui.
- Sim, em que sala ele está?
- Está numa sala lá em Mogi das Cruzes.
- Certo, mas estou sem condução e sem poder dirigir.
- Não tem problema, consigo um carro para você.
- Quem é o cliente, e o que tenho de falar com ele?
- É a Bahia Sul, e é um projeto novo.
- Ok, mas...
- Procure pelo Sr. Fulano, ele vai te dar todas as dicas que precisar.
E saiu rápido.
Pensei: "é encrenca".
Dali a pouco, entra na sala um japonês que era free lancer na empresa, meu amigo: "o Agostinho disse que é para eu ir com você até Mogi, fazer o que por lá?"
- Sobrou para você também, é?
Bom, ferrado, ferrado e meio, fui procurar o Sr. Fulano (que infelizmente não lembro o nome), e era outro free lancer.
- Eu não tenho nada a ver com isso.
- Eu só preciso de informações.
- Eu não participei do levantamento de dados.
- Eu só quero saber do que se trata.
- É uma empresa de papel, ganhamos a obra, e eu não sei de mais nada.
- Eu não estou pedindo que vá comigo, só quero saber da encrenca em que estou me metendo.
- É encrenca mesmo.
- Já sei disso, e como sou eu que tenho de conversar primeiro com o cliente, porque sumiu todo mundo, preciso de mais informações.
- Não sei de nada.
- Dá para ser mais profissional?
Me passou tudo que tinha, o levantamento foi feito por uma equipe free lancer, na última semana, sendo que tiveram 2 meses para isso. Encrenca...
Fomos até Mogi, depois do almoço. Nos apresentamos e fomos parar por quase 2 horas em uma sala pequena sem janelas.
O sujeito que nos atendeu, nos conduziu até uma saleta menor ainda (também sem janelas). E já veio com os pés no nosso peito.
- Eu não gostei que a empresa de vocês tenha ganho a nossa obra, por mim, a Jaakko teria ganho, ou a Setal. E blábláblá...
Falou o que quis.
Do jeito que veio, voltou:
- Vamos por partes, nós estamos aqui representando uma empresa, portanto acho que merecemos mais respeito. Pessoalmente, não queria ter vindo, pois não estava a par do projeto; então tenho de tomar conhecimento de tudo contigo. Mas você está levando a coisa para o lado pessoal. Isso significa que não vamos chegar a nada no dia de hoje. E não é em uma primeira reunião que se chega a consenso algum, certo?
- Eu não quis ofender.
- Mas ofendeu.
Resolvidas as diferenças, e mais calmo, explicou o porque de estar preocupado. A obra era muito grande (a maior que participei).
E a equipe deles não estava preparada para a coisa, o que foi constatado no decorrer da obra.
Acabou virando nosso "amigo".
Voltamos para São Paulo, as 9 da noite.
Na Segunda-feira, mal entrei o meu chefe me procurou para me arrastar para a sala do dono da empresa, a única coisa que conseguia falar era:
- Você não vai ser jogado para os jacarés.
- Onde você se meteu na Sexta-feira?
- Não pude vir.
- Tá e agora o Velho quer falar comigo.
- Você não vai ser jogado para os jacarés.
Lá fomos nós para a sala do HOMEM.
- O que vocês decidiram lá?
- Marcamos uma reunião técnica para esta semana.
- Só isso?
- Só.
- Não falaram mais nada?
- Que não estavam contentes de nós termos ganho a obra, mas isso foi em uma primeira instância. Acho que estavam preocupados se poderiamos tocar a coisa ou não. Mas acho que mudaram de idéia depois de ficarem a par das obras que já fizemos.
- Bom.
Saindo de lá, o chefe disse:
- Eu falei que você não seria jogado aos jacarés.
- Você não abriu a boca.
Não fui jogado para os jacarés, bem que tentaram. Mas essa é história para outro dia...
PausaEstou tentando deixar este apartamento em ordem, parei para tomar água e ver se o mundo ainda não acabou do lado de fora e lembrei-me de algo.
Liguei. quando ainda estava em São Paulo, para uma amiga que estava "de férias", uma semana (férias americanas???).
- O que está fazendo de bom?
- Limpando a casa, estou terminando de dar um trato no banheiro.
- Excelente férias.
- É, e quase morri agora há pouco.
- Por que?
- Misturei coisa que não devia, e fiquei sufocada.
- No mínimo deve estar mexendo com produtos clorados, isso mata.
- É, descobri isso agora.
- E se pegar na tua roupa, vai acabar com ela.
- A roupa não é problema, estou usando só uma calcinha velha...
- ...
Fiz de conta que não ouvi, o médico havia me alertado na época para tomar cuidado com a minha pressão que estava muito alta.
9/21/2006 O mochoFechei o escritório da obra, no bairro da Lapa, São Paulo. Por volta da 1:00 da manhã, fiquei sozinho para fechar um relatório.
Fechei a porta e virei, nesse momento saiu um enorme mocho do prédio ao lado, devia ter por volta de 1,50 m de ponta a ponta da asa.
Eu não o vi de imediato, mais que percebi o seu vôo silencioso, o susto foi grande.
Aquela coisa enorme toda branca que passou sobre mim a uns 20 m de altura... Era no mínimo fantasmagórica.
O mocho é uma espécie de coruja branca. Eu nunca havia visto um antes.
Foi direto para o bosque que existe do outro lado da marginal do Tietê, nunca mais o vi.
AtlantisTrês objetos soltos no espaço, foram responsáveis pelo adiamento do retorno da nave, por estarem perto demais dela.
Esse pessoal nunca dirigiu na Marginal do Tietê...
O trânsito por aqui é no mínimo estranho, como quase todos os carros tem câmbio automático, isso faz com que os motoristas sejam mais displicentes ao dirigir.
É comum o sujeito dirigir com o pé esquerdo apoiado na altura do retrovisor ou sentado sobre a perna esquerda. (Acontece isso com algumas moças também quando param na minha janela do drive thru para pagarem pela comida, e esquecem que estão usando saia - mas isso é outra história).
Fazerem conversões bestamente ou frearem sem mais nem menos na tua frente.
Acidentes acontecem nos lugares mais improváveis.
Habilidade zero.
Esse pessoal se daria muito mal no nosso trânsito.
O pseudo bom comportamento do trânsito se faz perante uma polícia que está em todo lugar o tempo todo (menos quando você precisa).
Aliás, acidente é circo montado, em poucos minutos, tem-se a polícia, ambulância e um carro de bombeiros, todos berrando ao mesmo tempo e com luzes suficientes para iluminar uma discoteca.
E qualquer esbarrão de parachoques é motivo para isso, já que as pessoas procuram acionar o seguro para receberem indenizações. Lei de Gerson.
O primeiro diaMeu primeiro emprego, foi como professor em uma escola particular.
Eu estava estudando e o tempo era escasso para uma atividade de 40 horas por semana. "Vou dar aulas".
Era uma alternativa também para uma timidez exagerada que precisava ser combatida. Terapia de choque...
Segunda-feira, fui conversar com 2 diretores da escola, entrei achando que poderia dar aulas de desenho, sai para dar aulas sobre materiais e cálculos de resistência.
Tudo acertado, o diretor, Carlos também, pergunta: "Você pode começar amanhã, as 7 horas?"
Isso já estavamos por volta das 21:00.
E lá estava eu na Terça-feira, com uma turma reduzida.
- Você é aluno novo?
- Não, sou professor novo.
Eu só tinha 19 anos na época.
Pouco depois, peguei a turma da noite também, que herdei defintivamente alguns meses depois.
9/18/2006 Festas 1Dentre as coisas que fiz na vida, uma delas foi ser videomaker...
Em uma festa de Debutantes (eita nome besta), estava colocando os tripés de iluminação com meu pai me ajudando, antes da festa começar.
Já viram pai e filho com ascendência italiana falando? Pois é, fala-se no mesmo ritmo, bocas e mãos...
- E onde vamos colocar os tripés?
- Um lá, outro lá e mais um para cá...
E fiz o gesto com a mão bem na hora que o pai da aniversariante estava ao meu lado com um copo cheio de cerveja.
Poft.
O copo entornou todo na camisa dele.
Ficamos os dois parados, eu com o dedo ainda apontando na direção indicada, ele com o copo virado na camisa.
- Desculpe-me.
- Tudo bem, já esperava por isso, trouxe mais roupa.
Gosto de gente prevenida.
9/16/2006 VermelhoEu estava indo para a obra na zona Leste de São Paulo, onde estava locado.
Rodovia Airton Senna, ainda a chamam de Rodovia dos Trabalhadores (coitado do Senna).
Subida, curvão para a direita, descida e possivelmente polícia também.
Estava no meio de vários carros. Sai do "bolo", deixei-os andar, afinal havia tomado uma multa há cerca de 2 semana.
Logo após a curva, passa por mim um Opala Diplomata "babando" e quando avistou a polícia diminiu e entrou na minha frente.
Afunilamento de pista, todo mundo andando comportado, e o policial (Seu Oficial, como me alertou a Alice) fez sinal para eu parar, fiz um gesto com a mão "EU?", fez que sim com a cabeça. Pensei que ele iria parar o Diplomata.
- O senhor estava a 132Km/h.
- Ah é? Mas onde isso, sendo que todo mundo me passou?
- Na subida... O radar estava lá.
- Não duvido, mas eu estava no meio de vários carros, por que somente eu fui parado?
- Quem manda o senhor ter carro vermelho? Da próxima vez compre prata ou preto.
E a gozação do pessoal: "olha aqui Seu guarda, pode usar meu próprio bloco de multas". Fui parado pela cor e não pela placa ou modelo do carro.
É mole?
Meu próximo carro foi um Kadett preto.
9/15/2006 SegredosEstavamos sentados na frente da casa de alguns amigos; eu e a D. Marcia. Para variar, emburrados.
Ela fez um comentário:
- Hoje é aniversário de casamento de meus pais.
- Ah é? Legal.
Silêncio.
- Você nasceu de 7 meses?
- Não.
- Xiiiii!
- Como assim? Por que?
- Estamos em Dezembro, você faz aniversário em Julho...
- Olha só, vou falar com minha mãe...
A mãe só deu risada, mas a avó queria me estrangular...
A situação se inverteria anos mais tarde, com a mãe querendo me estrangular e a avó me enaltecendo.
Bichinhos suicidasPassei por cima de um skank ontem quando voltava para casa, não consegui desviar, mas ele já estava morto.
No Brasil, 'as vezes passamos por cima de algum gato, ou cachorro.
Aqui, atropelamos skanks (gambás), esquilos, guaxinins, veados.
Felizmente nunca matei nenhum desses bichos.
Os gambás atravessam as estradas naquele jeitão meio bamboleante, e quando você os acerta, fica com o cheiro no carro.
Os esquilos são os mais chatos, sempre correm para o lado errado. Acho que são suicidas. Ficam sentados na beira da estrada, de costas para ela e, quando você se aproxima, viram e tentam cruzar a estrada. Devem tramar a própria morte: "olha lá um carro, vai você ou eu?, vamos os dois, go go go" - splahsss.
Nunca vi nenhum veado atropelado, são meio tímidos, e acho que não tentam cruzar as estradas.
Uma vez no Brasil, vinha voltando para casa com uma amiga do trabalho, na estradinha que liga Porto Feliz a Castelo Branco, pista simples, a uns 130/h. Nessa época usava uma Saveiro.
Vi um cachorro beagle, saindo de um sitio na beira da estrada para cruzar a pista, não dava tempo para mais nada.
Havia um carro atrás de mim, e um outro que vinha em sentido contrário. Toquei a buzina (uma que imitava carro antigo), o sujeito atrás de mim entendeu e freou forte, eu também, não podia mudar de pista. Qualquer besteira e o acidente seria fatal para nós 3.
O cachorro sobrou no exato momento na minha frente, e deitou, foi a sorte dele. Soltei o freio e a frente do carro levantou novamente.
Passei, ele rolou por debaixo do carro, e saiu em disparada pela parte de trás, antes de ser definitivamente atropelado pelo carro que vinha a seguir.
Vimos o cachorro na semana seguinte, mas bem longe da estrada.
Comentário da minha amiga: "ele ainda deve estar com o piupiu puxado até as costas".
RylesOntem 'a noite sai um pouco, fazia muuuuuuuuuito tempo que não fazia isso.
Fui até o Ryles Jazz Club, um lugar simpático que conheci há algum tempo.
Até tu, Brutus?Recebi este e-mail de um amigo, após ter mandado um texto chato para algumas pessoas:
"Por favor, pare de me mandar essas porcarias. Obrigado"
É bom receber um e-mail desses quando não se está muito bem...
Faz a gente repensar em tudo que está ao nosso redor.
Naquilo que achavamos perene, concreto.
Amizades por exemplo.
(Não acredito nessa de sinceridade sempre, diplomacia sempre é bem vinda, não é o caso de mentir. Não é o que se fala, mas como se fala).
De quem veio, um xingamento seria melhor aceito e o recado teria sido dado... E anotado.
Além do que, sabia que mordia, mas que dava coice, não!
9/13/2006 JCJC,
Mas é de José Carlos, não Jesus Cristo...
Ninguém me deve nada, explicações, justificativas, etc; o que está feito está feito, mas perdão é com Ele. Eu simplesmente não consigo.
9/11/2006 NYSomente hoje consegui adicionar as fotos que fiz... Coincidência de data.
Ou você continua ou senta e chora. De qualquer forma a fila anda.
A vida continua, independente da vontade do homem...
9/9/2006 Momentos de embriagues..." A Vodka russa não fica devendo nada para a caipirinha brasileira "
Acho que estou delirando... Gripe fdp...
Alquimistas...Estava tomando um leite quente para tentar espantar essa gripe antipática e me veio um pensamento:
" O que os alquimistas teriam feito se tivessem o auxílio de um forno de microondas? "
Uma vez me perguntaram se eu pensava essas besteiras sozinho ou se tinha ajuda de alguém...
É que na minha falta de atenção geral, percebo coisas que acontecem ao meu redor...
9/8/2006 ThefotoAchei este site de imagens por acaso... Tem algumas imagens belíssimas, algumas muito estranhas.
Estas que estão relacionadas abaixo são de uma plasticidade impressionante...
Sextas-feirasSextas-feiras eram os dias da semana propensos a mudanças...
Chegava em casa, abria a porta, e o sofá já não estava no mesmo lugar em que o vi de manhã.
A Tv havia mudado, o tapete já não estava mais ali...
Algumas vezes, eu olhava para a D. Márcia e dizia: "desculpa moça, errei de casa"...
Até aí tudo bem, e quando ela resolvia "arrumar" meus livros e coleção de gibis?
Tem um relógio que até hoje não sei como e em que data desapareceu, bem como alguns livros...
Nessas horas de Sexta-feira (hoje, 5:35) é que eu digo: " é tão bão morar sozinho "
Ps. tem lá seus inconvenientes também, tipo: a falta de cobertor de orelhas que citei no post anterior...
GripeEstou GRIBADO, plostrado e com tudo doendo...
A boa notícia é que passei no teste de que fiz há duas semanas...
Menos mal.
Mas sem um cobertor de orelhas para tomar conta de mim...
Tudo bem... Não teve graça!
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