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    11/25/2006

    Gilad Benari

     
     
     
     
    Fotografia é paixão.
     
    É olhar sensível.
     
    Olhar o simples, procurando algo a mais.
     
    Olhar o  detalhe como se encerrase um Universo dentro de sí. 
     
    Fotografia é técnica, análoga ou digital, não importa, o que importa é o final.
     
    Sensibilizar.
     
     
     
     
     
     
     
    11/24/2006

    A pedido...

     
     
    De momentos pré-históricos...
     
     
     

                       Sonho?

     

     

                       Foi sonho, fantasia, ilusão?

                       Se não houve, o que se deu?

                       Eu vivi a sedução.

                       Loucura! Não ocorreu?

     

                       É castigo então.

                       Diabruras do Ego, do Eu.

                       É penitência, é expiação

                       Ato de quem a razão perdeu.

     

                       Como explicar. E agora?

                       Pior; ela existe, existiu?

                       Será imaginação? Ó tormento!

     

                       Saio e a procuro lá fora?

                       Mas onde? Se nem mesmo partiu?

                       Aquela que assombra meu pensamento?

     

     

                       J Carlos Favoretto

                       04 Dezembro 2000

     

    Da serie: Antiqua

     

     

     

     

    Vôo Delta, destino Atlanta

     
     
     
     
     
    Há 4 anos (isto está parecendo aqueles programas de TV, bem idiotas).
     
    O vôo que estava previsto para sair de São Paulo as 23:00, só foi sair 2 horas depois:
     
    "Senhores passageiros, nosso vôo terá um atraso de alguns minutos para verificarmos uma lâmpada que não está acendendo no painel. Aguardem tranquilamente que logo iremos decolar"
     
    E o avião foi retirado da pista por 2 horas... Lâmpada no painel, sei.
     
    Chegamos atrasados em Atlanta.
     
    Na hora de passar pelo agente de imigração, ele não deixou os 2 rapazes que estavam na minha frente passarem. Irritado que ele estava, por tabela não quis papo, fui direto para a sala da imigração.
     
    E tome mais aporrinhação, o pessoal ali é preconceituoso, implicaram com meu sobrenome, com minha bagagem, meus documentos. No final das contas, já estavamos batendo boca, ele em inglês, o intérprete fazendo o seu papel, e eu em português. Palhaçada.
     
    "E afinal de contas o que você vai fazez em Boston? Ninguém vai para Boston."
     
    "Eu vou."
     
    "E vai fazer o que lá?"
     
    "Vou fotografar, posso?"
     
    "É? E cade sua máquina fotográfica?"
     
    "É de uma máquina que você precisa? Espere aí!"
     
     
    Larguei o sujeito falando sozinho, peguei minha bolsa com o material fotográfico, antigão mas presente, coloquei na frente do sujeito.
     
     
    "Taí, se é máquina que você quer, tem um monte de coisas aí."
     
     
    O intérprete pelo jeito estava se divertindo.
    O oficial xeretou onde quis e como não entendia nada sobre nada, implicou com meus documentos.
    Eu estava tão p... da vida com o sujeito e fod... fod... e meio, que virei para o intérprete e disse:
     
     
    "Se ele não vai me deixar passar é só dizer, não precisa ficar me cansando"
     
     
    O sujeito pegou meu passaporte, carimbou e jogou na minha direção.
     
    Perdi o próximo vôo e fiquei plantado no aeroporto por mais algum tempo.
     
    FDP, se praga pegar eles devem estar com desinteria até hoje.
     
     
     
     

    Hoje 23

     
     
     
    Hoje completo 4 anos aqui.
     
    Sai de São Paulo com uma temperatura superior a 30 C, cheguei aqui em um dia ensolarado com 10 C negativos. Neve por todo lado.
     
    Quando parti, sabia que não seria fácil, mas se fácil fosse, não teria graça. A opção de vir para cá, foi mais como uma oportunidade que opção, tamanha a quantidade de portas fechadas no Brasil. A mudança de ares me fez bem, havia quase que emudecido, o sorriso era para disfarçar.
     
    A teimosia é de família, tentar sempre fez parte de meu vocabulário, coisa de pai para filho.
     
    Nesses 4 anos, a vontade de voltar sempre existiu, mas não senti em nenhum momento o desistir, o jogar tudo para o alto e voltar. Perguntei várias vezes "o que estou fazendo aqui?", mas como seres humanos e ratos se adaptam a quase tudo, aqui estou (talvez tenha sido um camundongo em outra vida, na verdade, ratazana fica mais no meu tamanho).
     
    O vento da vida nos empurra de um lado para o outro, e vamos nos adaptando.
     
    Verdade que existem algumas encruzilhadas onde ele não sopra, e nós é que temos de fazer a escolha. Mas depois que pegamos a direção, lá vem ele e "ebaaaaaa olha a frente".
     
    Até o dia em que ele parar de soprar de vez...
     
    Nesse dia, se não me deixarem entrar no Céu, vou querer falar com o Dono...
     
     
     
     

    Big Blother dos carros...

     
     
     
    Carros terão chip de segurança em 5 anos - O Globo Online
     
     
    Publicada em 22/11/2006 às 18h29m Fabiana Parajara, O Globo Online
     
    SÃO PAULO - O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou nesta quarta-feira a portaria que cria o Sistema Nacional de Identificação de Veículos (Sinav).
     
    O sistema prevê a implantação de um chip no pára-brisa de todos os veículos do país que conterá número da placa, do chassi e o código Renavan do veículo.
     
    É uma forma de combater o roubo e o furto de carros e cargas, segundo o órgão.
     
    As informações do veículo contidas no chip serão lidas por uma rede de antenas instaladas em ruas, avenidas e rodovias. Cada vez que o veículo passar pela antena, o Detran de cada estado terá informações sobre sua localização ou se está circulando sem o chip.
     
     
    Pergunta besta e retórica: a polícia será acionada quando o veículo roubado/furtado passar pela antena?
     
     
    O novo sistema deve estar totalmente implantado em cinco anos. De acordo com a assessoria de imprensa do Contran ainda não está definido quanto os motoristas pagarão para colocar o chip no carro.
     
    No entanto, segundo a assessoria, os Detrans de São Paulo e do Rio de Janeiro já informaram que devem arcar com os custos de instalação dos chips, que poderão, por exemplo, estar embutidos na taxa de licenciamento.
     
     
    Devo estar ficando burro. Os Detrans informaram que devem arcar com os custos de instalação que poderão estar embutidos na taxa de licenciamento???
     
     
    De acordo com a assessoria do Contran, a prefeitura da capital paulista foi uma das que mais pediram a publicação da portaria com o novo sistema, por causa das questões de segurança. O Detran de São Paulo foi procurado, mas não deu retorno sobre o assunto. O prazo para que o Detran de cada estado organize o sistema e faça as licitações necessárias para a compra de equipamentos é de 18 meses.
     
     
    Licitações, por que será que essa palavra recebeu o sinônimo popular de fraude?
     
     
    Depois desse período, o Detran ainda tem 32 meses para que o sistema esteja operando completamente. O motorista que não tiver o chip instalado estará cometendo infração grave, com multa, atualmente, de R$ 125,69 e registro de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação. O veículo também deve ficar retido até a instalação do equipamento.
     
     
    Por que é que eu estou tão pessimista em relação a isso?
     
     
     
     
    O projeto poderia ser melhor estruturado.
     
    Por ex., com dirigíveis iguais aquele da GoodYear, em forma de "carimbo mão de cartório", cada vez que algum veículo furtado fossse encontrado pela rede de antenas, o dirigível ficaria apontando para o veículo. O bandido ficaria com tanta vergonha que devolveria o carro para o dono.
     
    Teriamos alguns inconvenientes no começo, congestionamento de dirigíveis, sombras enormes, mas seria questão de tempo...
     
     
     
     

    Charutos

     
     
     
     
    Um colega havia sido pai e distribuiu charutos pela empresa.
     
    Era pai de santo, eu disse a ele que iria guardar aquele charuto para quando ganhassemos um projeto no novo site, estavamos mudando a empresa para o interior de São Paulo.
     
    Ganhamos uma obra em Paranaguá, meus sócios estavam por lá para assinar o contrato.
     
    Obra ganha, charuto acesso.
     
    Uma das meninas que trabalhavam comigo me perguntou que fumaça era aquela.
     
    "É do charuto".
     
    "Não, a fumaça atrás de você."
     
    "É fogo."
     
    Eu havia incendiado o cesto de lixo.
     
    Mais um pouco, e a primeira obra teria sido a última...
     
    Fumar prejudica a saúde.
     
     
     
     
    11/19/2006

    Brumas

     
     

                       Brumas

     

                       Em todas as direções

                       Somente brumas

                       E o sussurrar do vento

                       Parecem vozes

                       Mas é apenas o vento

                       Levando meus segredos.

                       O murmurar que ouço

                       São segredos de outrem

                       Que passam por mim

                       E que percebo sutilmente.

                       Os fantasmas das brumas

                       São meras visões de tempo-espaço

                       Dobrados sobre si mesmos

                       Não sei se do Passado ou Futuro.

                       Já não faz tanta diferença.

                       E, se o presente aparecer,

                       Talvez não o reconheça.

                       Procuro ficar atento

                       Mas o pensamento torna-se difuso

                       Diáfano como as brumas

                       Flutuam languidamente

                       Ao sabor do vento sutil

                       E lá se vão meus segredos

                       Flutuam para o Passado, o Futuro

                       Para Tempo nenhum.

                       Somente brumas.

     

     

                       J Carlos Favoretto

                       19 Novembro 2006

     

    Da serie: Brumas

     

     

    Dia 23

     
     
     
     
    Dia 23 agora completarei quatro (longos) anos longe de casa. Será feriado aqui, Thanksgiving.
     
    Poucos realmente sabem o porque de estar vagando tão longe de casa.
     
    Que não tenho fortuna, e que minhas únicas riquezas, são minha prole e o que trago dentro do peito.
     
    A vida é estranha, engraçada, patética até, dá voltas que não esperamos, nos remete ao infinito e sem mais nem menos nos atira na direção oposta.
     
    Não é luxo, não é capricho (tirei essa do fundo do bau) viver assim, aventura não estava no programa. Talvez seja uma forma de redenção ou talvez de expiação.
     
    Só o tempo dirá...
     
     
     
     
    11/17/2006

    Queda

     
     
     
     

                       Queda

      

                       Vasculho o horizonte

                       Com o olhar vago

                       Catatônico até.

                       Eu sei.

                       Procuro sinais

                       Procuro o brilho daqueles olhos

                       Olhos que o Oceano copiam sua cor.

                       Já não ouço vozes

                       Os anjos se calaram

                       Não ouço o farfalhar de suas asas

                       Seus conselhos sutis

                       Entristeceram e retornaram aos Céus.

                       Não pude segui-los

                       Perdi minhas asas

                       Em um Domingo Primaveril.

                       Asas de sonho

                       Asas de Ícaro

                       Nunca mais em direção ao Sol

                       Nunca mais sobrevoar o mar

                       Asas que me levavam a sonhos

                       E delírios febris.

                       Lembro de perfumes

                       Sutis.

                       O Inverno voltou a ser frio

                       Assim como meu sorriso.

                       E nesta paisagem fria

                       De árvores nuas

                       E vento cortante

                       Pergunto-me

                       Se continua a perder suas luvas

                       A perder seu olhar em paisagens invisíveis.

                       Caminhando por horas

                       Em solitários bosques

                       Onde se refugiam seres imaginários

                       Talvez fosse também um deles

                       Que só podem existir em nossos sonhos.

                       Ouviu o seu chamado e partiu.

                       Perdi minhas asas.

     

     

                       J Carlos Favoretto

                       17 Novembro 2006

     

    Da serie: Brumas

     

     

    11/16/2006

    Asas

     
     
     
    De uma e-mail recebido nesta noite:
     
    "Quando bateres tuas asas, deixa-me voar contigo, nem que seja por um breve momento."
     
     
     

    Again

     
     
     
    Gripado novamente, dói tudo, até pensar dói.
     
    E afônico.
     
    No começo, a voz ficou meio rouca, já estava até pensando em me candidatar para apresentar A Voz do Brasil: "Em Brasilia, 19:00 horas".
     
    Passou para uma versão anos 2000 do Garibaldo, e agora nada. Somente grunhidos...
     
    Lembrei de um porco que meu tio criava em Sorocaba.
     
     
     
     
    11/14/2006

    Alegria

     
     
     
     
    Alegria de palhaço, é ver o circo pegando fogo...
     
     
     
    11/12/2006

    Classificados

     
     
    Achei em uma revista sobre videos, uma série de classificados.
     
    Tinha de tudo, iluminação, edição, como fazer isto, como fazer aquilo; mas o que mais chamou atenção:
     
    "The Complete Course Funeral Videos".
     
    É mole?
     
     
     
    11/11/2006

    Seu nome

     
     

    Clique no link abaixo, coloque seu nome, em seguida submit!

    http://www.star28.net/snow.html

     

     

    11/4/2006

    Psicologia infantil II

     
     
     
    Aconteceu no meio do serviço...
     
     
     
    "Favoretto, não sei mais o que faço com meu filho."
     
    "Como assim?"
     
    "Não posso mais sair com ele. No meio do supermercado, chora, se joga no chão, faz escândalo. Fico morrendo de vergonha. E blá blá blá."
     
    "Entendo."                         E o sangue subindo.
     
    "Não sei mais o que faço. Será que tem remédio pra isso?"
     
    "Ah tem, tem sim."
     
    "Tem? O que?"
     
    "Experimente dar uns bons tapas nele..."
     
    "Você bate nos seus filhos?"
     
    "Não porque são bonzinhos. Mas o seu está precisando."
     
     
     
     
    Ficou um tempo sem falar comigo. Não sei se resolveu a situação.
     
    Crianças testam os limites o tempo todo, o deles e os nossos. Cabe a nós estabelecer esses limites. Liberdade tem de ser usada com responsabilidade e respeito.
     
    Ou errei em alguma coisa?
     
    Nunca precisei usar desse "artifício", bastava uma olhada e um "você está exagerando" para corrigir alguns desvios.
     
     
     
    11/3/2006

    Psicologia infantil

     
     
     
     
     
    Eu sempre implicava com o pessoal quando levavam crianças para a academia.
     
    O lugar era perigoso para um adulto, para uma criança então...
     
    E a Gabi, vez ou outra levava a filha de 4 anos para lá, a menina era uma espoleta, não ficava quieta em lugar nenhum.
     
    Certo dia saimos para procurar algum equipamento, passamos na sua casa e ela cismou de levar a menina para a academia.
     
    "Gabi, você vai levar a Stephanie, ela não vai parar quieta, você não vai aguentá-la por lá e vai ficar me amolando para trazê-la de volta.
     
    "Não tio, ela vai ficar quietinha desta vez"
     
    "Faz de conta que eu acredito..."
     
     
     
    Não deu outra...
     
    "Tio, você estava certo, pode me xingar, mas ela não pode ficar aqui."
     
    "Eu falei, mas você não escuta."
     
    "Prometo tio, nunca mais..."
     
    "Quer parar de prometer coisas que você não vai conseguir cumprir?"
     
     
     
    Chamei a garota.
     
    "Eu vou te levar para casa, tá? Pegue suas coisas para eu te levar."
     
     
     
    Ela me olhou e disse:
     
    "Eu vou fazer xixi no banco do seu carro."
     
     
    Abaixei, olhei nos olhos dela...
     
    "Você pode fazer xixi a vontade, porque o tio vai amarrar você e colocar na traseira da pickup, a chuva vai lavar o xixi."
     
    E sai.
     
    Ela correu atrás de mim.
     
    "Tio, eu prometo que não vou fazer xixi no seu carro."
     
    "Tá, então eu deixo você ir lá dentro. Mas se fizer, já sabe..."
     
     
    No fundo eu sou bonzinho com crianças... Quer dizer, quase...
     
     
     
     

    Big brother

     
     
    No último Domingo, abri a loja as 4:30 (da manhããããã), fui até as 18:30 sem parar, sem a ajuda de outro manager. Dia conturbado.
     
    Por volta das 8:30, uma garota não estava bem e foi embora mais cedo, ligou pouco depois avisando que não havia dado a saida no computador, coisa normal; sentei no pequeno escritório para atender o telefone, desliguei e fiquei olhando para a loja vazia e avaliando o que deveria fazer com uma pessoa a menos (nesses horários, nunca temos gente suficiente). O telefone tocou novamente, atendi, era o meu chefe, que estava espionando pelo sistema de câmeras linkadas a Internet... "Suponho que você deveria estar atendendo aos clientes".
     
    Desocupado FDP.
     
    Ele me faz lembrar meu antigo sócio, onde nada estava bom o suficiente, somente ele sabia fazer as coisas direito, mas não tirava o traseiro da cadeira para alguma ação concreta, os outros é que deveriam fazê-lo.
     
    Lembra também aquele antigo personagem do Jo Soares, o Reizinho...
    "O que é que eu sou, o que é que eu sou?"
    "Sois rei, sois rei, sois rei".